Pontos turísticos da Cidade do México + roteiro de cinco dias

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Eu já digo logo: AMEI a capital mexicana! Juntou gente simpática, lugares exóticos, muvuca, artesanato, cores, alegrias, música, mercados… tudo o que eu gosto. Passamos oito dias por lá e aqui dou minhas dicas, os melhores pontos turísticos da Cidade do México e como organizamos nosso roteiro.

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Voo, câmbio, táxi aeroporto Zócalo

Saímos aqui de Recife no dia 29 de março de 2013, às 1h47, num voo da Copa Airlines. Eu ainda estava me recuperando de uma conjuntivite e uma amidalite e vinha tomando zilhões de remédios com hora certa e tal. Então, dessa vez, não estava embarcando com tanta euforia como de costume.

Para piorar, o voo foi péssimo. Já deixo logo a dica para quem for por esta cia aérea: só compre se a passagem estiver muito barata, porque o voo é mega desconfortável. O avião é pequeno, as fileiras entre as cadeiras praticamente não têm espaço. Os assentos também não são muito bons e é preciso fazer manobras para conseguir uma posição confortável para dormir e aguentar as quase sete horas de voo até o Panamá. De lá, ainda mais algumas longas horas até chegar à Cidade do México, destino final. Pelo menos esse segundo avião era um pouquinho mais novo…

Depois dos processos todos de chegada, fomos trocar nossos dólares por pesos mexicanos ainda no aeroporto (US$ 1 = MXN 12,66). Não levamos daqui, pois é difícil fazer essa conversão ainda no Brasil e as taxas não eram muito vantajosas. Feito isso, logo na saída, pegamos um táxi, o tal táxi de sítio, pois fomos orientados por muita gente que não é seguro pegar táxis comuns na Cidade do México. Ah, atenção! Há uns quatro guichês, um colado no outro, na saída, mas os preços variam bastante. Pergunte em todos e veja o mais barato. Incrível como a diferença era grande!

Anote: táxi do aeroporto ao Zócalo = MXN 165, cerca de R$ 26.

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Onde se hospedar

Ficamos hospedados no hostel Mundo Joven Catedral, o mais famosinho e que tem ótima localização, perto de vários pontos turísticos da Cidade do México. Quando chegamos, percebemos que o lugar era realmente muito legal, organizado, mas… quase morri sem ar só de olhar o quarto da gente. Ficamos em um quarto de casal, privado, que mal tinha espaço para deixar a mala. Para ter uma noção, o banheiro era maior do que o quarto! Além disso, eles tinham resolvido passar verniz em todas as janelas e não havia sequer um ventilador. Desci e consegui um na recepção, mas quis sair dali correndo. Depois soube que os quartos coletivos são bem legais, mas se você vai ficar em quarto privado de casal, melhor escolher outro hostel. Não indico!

Pontos turísticos da Cidade do México pelo Turibus

Bom, era meio da tarde e ainda dava tempo de passear, embora a gente estivesse bem cansado da viagem. Pegamos o Turibus em frente ao nosso hostel, para dar um passeio geral pela cidade. Era sexta-feira santa, por isso enfrentamos uma fila bem grandinha. Nesse momento percebi de cara duas coisas que adorei: a primeira é que os mexicanos são super simpáticos! A gente fez amizade com uma senhora, Inés, e seu filho e eles eram bem solícitos. A segunda coisa que notei é que o mexicano gosta de passear, curtir sua cidade. O Turibus é um serviço beeem turístico, mas a grande maioria das pessoas que estava fazendo o passeio era mexicana. Adorei isso!

Anote: Turibus = MXN 165

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Bom, o passeio foi a melhor escolha para esse dia de cansaço depois de uma viagem desconfortável. Além disso, eu senti os efeitos da altitude. Fiquei um pouco tonta, enjoada, como se tivesse em um navio, sabe?! Acho que fiquei uns dois dias assim, então conhecer a cidade do ônibus, nesse primeiro momento, foi bem legal, mesmo porque percorremos os principais pontos turísticos da Cidade do México e deu pra ter uma noção geral de tudo. E minhas expectativas foram altamente superadas! Deu pra ver a alegria das pessoas, a animação da cidade, os lugares e ruas arborizados, as ruas fechadas para pedestres, as diversas formas de locomoção, muita música e festa, a simpatia exagerada dos homens com as mulheres – meio isso -, o contraste de partes modernas da cidade e das mais antigas, onde os índios fazem rituais a todo momento, a arquitetura e, claro, a fama de apimentada que tem a culinária local. Enfim, a variedade de riquezas que aquele lugar oferece. Foi uma amostrinha para deixar a gente com muita vontade de aproveitar tudo e de que chegasse logo o próximo dia da viagem.

Curiosidade: eu tive muitas dúvidas quanto ao tipo de roupa que deveria levar, pois nas minhas pesquisas a temperatura variava de 9 a 26 graus e sempre via fotos de pessoas encasacadas. Ao chegar lá, percebi: o povo gosta de sentir calor! Um sol danado, abafado, e o povo de casaco, sempre. Só faz um friozinho à noite e no comecinho da manhã, mas no resto é bem quente. Estranho, né?!

Dia 1: Museu de Frida, Coyoacán e San Ángel

Esse foi o dia de conhecer o que eu mais esperava do México: cores, mercados, feiras, arte, alegria e gente, muita gente.

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Acordamos super cedo, ansiosíssimos com o que a cidade tinha a nos oferecer. Depois do passeio no Turibus, ficamos ainda mais empolgados por estarmos ali. Escolhemos o sábado para conhecer os bairros de Coyoacán e San Ángel, que ficam ao sul da cidade e antigamente eram colônias – assim como vários outros bairros da Cidade do México – por acontecer nesse dia o famoso Bazar de Sábado, em San Ángel, e outras feiras pelas praças dessas bandas.

Pegamos o metrô (quase de graça, MXN 3 = R$ 0,48) e descemos na estação Viveiros, em Coyoacán. A saída fica na calçada de um grande parque (meio acabadinho), de mesmo nome da estação, onde muitos mexicanos fazem seus exercícios matinais, acompanhados pela graciosa companhia de esquilos. A princípio, achamos os arredores do lugar meio estranhos, mas depois vimos que não oferecia perigo. Demos uma volta no parque e saímos pela Avenida México, em direção à Calle Londres, onde fica um dos pontos turísticos da Cidade do México mais cobiçados: o Museu de Frida Kahlo.

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Chegamos ainda cedo e já tinha uma filinha à nossa espera, mas que andou rápido. A entrada custa MXN 80 por pessoa e outros MXN 60, caso queira fotografar. Eu não ia perder a oportunidade de tirar fotos de um lugar tão especial e acho que super valeu a pena ter dispensado esses pesos.

O museu é incrível, principalmente se você conhece a história da artista e já assistiu ao filme sobre a vida dela. Estar ali dentro é como estar no filme e, de tão mexicana que é a famosa Casa Azul, nem parece real. Segundo o museu, era tudo daquele jeitinho como está exposto. No começo do passeio há uma exposição com diversas obras da artista, anotações, roupas e depois a gente segue pela casa, para visitar todos os cômodos, como o atelier, os quartos e a cozinha tão adorada. No final, ainda vimos uma exposição sobre as roupas e acessórios de Frida. Passeio obrigatório!!!

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Saímos do Museu de Frida e fomos pela Calle Allende até o Mercado de Coyoacán. Eu já estava adorando tudo, pois o bairro é super agradável, gostoso de passear. Mas ao chegar no mercado e dar de cara com as cores do artesanato mexicano foi que meu coraçãozinho disparou. Queria trazer o México pra casa! Andamos bastante por lá e paramos para comer as Tostadas de Coyoacán, super tradicionais. Eu nem ia comer, mas vi que a pimenta vinha à parte e resolvi experimentar. E para a minha surpresa, adorei. Para acompanhar, bebemos água fresca de tamarindo (não é suco, nem refresco, é água!). Durante o lanche, conversamos com alguns mexicanos que estavam por lá e havia quem morasse longe e aproveitasse o dia de folga para ir até o bairro só para comer as tostadas. Fica a dica! 😉

Anote: Tostadas de Coyoacán, Mercado de Coyoacán :: MXN 25. Água fresca de tamarindo, MXN 15.

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Logo em frente ao mercado fica a Praça Hidalgo, cercada de bares, restaurantes e sorveterias. Bem pertinho também tem o Mercado de Artesanato de Coyoacán, com várias coisinhas legais, e o Jardín del Centenário, outra praça bem bonita. Vale comprar um helado e colocar os pés pra cima um pouco (isso se conseguir uma sombrinha).

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Depois de passear pelo bairro, pedimos informações e pegamos um ônibus na Av. Miguel Angel de Quevedo até o bairro vizinho de San Ángel. O Bazar del Sábado funciona na Praça San Jacinto. É super legal, mas não achei as coisas das lojinhas com preços muito atraentes. Mas na própria praça em frente, e também ao lado, há várias outras barracas de artistas locais com coisas muito legais e preços bem melhores.

Dica: a passagem de ônibus varia de acordo com a distância percorrida, mas a média é de MXN 4. Tenha sempre um dinheirinho trocado para facilitar, pois dificilmente eles terão troco.

O bairro é mega agradável e você vai passear feliz da vida pelas ruas de pedra cercadas de casas coloniais. Depois dessas comprinhas, fomos até o Museu Casa Estúdio de Diego y Frida Kahlo (MXN 12 por pessoa). É legal, mas não chega aos pés do de Frida. Pegamos um ônibus na Av. Altavista de volta para a estação Viveiros. Aí, um susto: o ônibus era dirigido por um doido e tinha uma galera meio “família” do motorista em pé, todos conversando, escutando música alta e vestindo preto. Enfim, um povo esquisito. Ficamos assustados como podia uma empresa permitir que um motorista trabalhasse daquele jeito, mas depois é que percebemos: na Cidade do México os ônibus são como transportes particulares regulamentados, não são de empresas. E o mais engraçado é que eles são bem pequenos e muito velhos, alguns até sem porta. Então, não estranhe se passar por uma situação parecida.

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Na volta, passeamos mais pelo centro da cidade para aproveitar aquele clima de alegria de um sábado no México. Fomos até o Parque Alameda Central, onde fica o Palácio de Bellas Artes e onde tinha mais feirinha. Todo lugar tem artistas de rua e a quantidade de gente é sempre impressionante. Também assistimos a uma apresentação dos índios em frente ao Palácio de Mineria. Coisa não faltou para fazer!

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Voltamos já tarde para o hostel depois desse dia que me deixou completamente apaixonada por aquela cidade.

Dia 2: Xochimilco, Paseo de La Reforma e Zona Rosa

Quando comecei minhas pesquisas, coloquei como prioridade entre os pontos turísticos da Cidade do México conhecer a zona de Xochimilco, que é onde há vários canais construídos pelos astecas. Antigamente essa área tinha uma importância enorme para o povo, porque era a principal fonte de alimentação, tanto que foi poupada da destruição depois da conquista espanhola. Hoje, esses canais fazem a alegria de moradores e turistas que visitam a capital mexicana.

Como chegar em Xochimilco

Para chegar lá não tem mistério, embora muita gente ache que é preciso comprar um tour, por ser mais afastado do centro. Mas ir por conta própria é uma experiência bem legal.

Acordamos bem cedinho e pegamos o metrô até Taxqueña. Depois, pega-se o chamado tren ligero – que de rápido não tem nada – para Xochimilco. Logo que sair da estação, você pode pegar um mini-ônibus-caindo-aos-pedaços para chegar até o embarcadero. O mais famoso deles é o Nuevo Nativitas e foi para lá que nós fomos. É só perguntar que todo mundo orienta.

A gente acabou chegando muito cedo e o movimento estava bem fraco (na verdade, só começa a ficar cheio mesmo a partir do meio-dia). Resolvemos dar uma passeada pela área e chegamos na entrada principal, onde há um mercado de artesanato. O preço oficial da trajinera (barco plano que faz o passeio) é MXN 350, mas o rapaz fez por MXN 250, o passeio de uma hora. A trajinera é enorme, cabe bastante gente, mas é complicado achar pessoas lá na hora para dividir – pelo menos cedinho como a gente foi. A gente até queria fazer isso, para sair um pouco mais barato, mas vimos que não ia dar certo.

Anote: Uma hora de passeio de trajinera MXN 350 = R$ 56.

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As embarcações são todas bem coloridas e têm nomes de mulheres, que são parentes e/ou namoradas/esposas dos remeros. Muitas, como a nossa, também fazem homenagem à tão adorada Virgem de Guadalupe, chamada carinhosamente de Lupita. Nosso companheiro foi o remero Angés, super gente boa. Ele foi conversando e nos contando tudo sobre Xochimilco e a Cidade do México. A bordo, há bebidas com preços bem razoáveis (MXN 20 a cerveja e MXN 15 o refrigerante => R$ 3,20 e R$ 2,40, respectivamente). Há também vários outros barquinhos vendendo comidas, artesanto e muitos com os famosos mariachis oferecendo música como trilha para o passeio. Fazer um lanchinho a bordo é uma experiência diferente e bem agradável. Adorei!

Dica: coma o milho assado com limão e sal. Nunca achei que uma combinação tão simples fosse fazer tanta diferença. Uma delícia!

O único problema do passeio é que dá vontade de ficar por mais horas e horas ali, mas aí você vai acabar pagando caro, então o jeito é se contentar. Por isso também deixo um conselho: melhor ir cedo como nós fomos, pois quando lota há engarrafamentos de trajineras e esse tempo perdido vai contar da sua hora paga. 😉

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Paseo de La Reforma e Zona Rosa

Na volta para o centro, descemos na estação Hidalgo e fomos conhecer outros pontos turísticos da Cidade do México, começando pelo Monumento a La Revolución. É super engraçado porque na frente dele tem uma fonte que é ligada de vez em quando e onde as pessoas tomam banho e se divertem. Tem gente que leva canga, toalha, lanche, tudo! A galera vai ao delírio quando começa a jorrar água do chão. Vimos tudo de camarote, lá de cima da torre. 😀

Anote: subida no Monumento: MXN 40 por pessoa = R$ 6,40

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Saímos de lá e fomos caminhar pela famosa e moderna Avenida Paseo de la Reforma. Aos domingos, ela fica fechada para pedestres, mas só até às 14h. Essa avenida foi criada pelo imperador Maximiliano I, nos moldes da Champs-Elysées de Paris, então já dá pra imaginar que é bem agradável e bonita, né?! Ao longo dela há muitas árvores, monumentos de mármore e ouro, mas o mais legal que achei foram os bancos-obras-de-arte encontrados pelo caminho.

Almoçamos num restaurante de uma rede famosinha, a VIP’s, mas que de bom não tem nada. O atendimento foi ruim, a comida foi cara, feia e mal feita. Depois dessa triste escolha, andamos pela Avenida Insurgentes em direção à Zona Rosa. A gente nem esperava muito desse bairro, mas achamos o máximo! É um bairro descolado, com muitas boates, bares, lojas. É mais conhecido por ser uma zona gay, o que já indica que é bem animado. A rua Génova é só para pedestres e super legal de passear. Adorei!

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Mariachis

À noite resolvemos conhecer a Plaza Garibaldi, famosa por ser o reduto dos mariachis. Pegamos o metrô e fomos até a estação de mesmo nome da praça. Assim que desci já não gostei, me senti muito insegura, como ainda não tinha me sentido por lá. Ainda assim resolvemos encarar e andamos dois ou três quarteirões até chegar na praça. Lá, nada demais. A praça é escura, há muitos mariachis, mas pouca gente (pelo menos quando a gente foi). Tem também um mercado, o San Camilito, com vários restaurantes que te disputam. Os garçons chegam a jogar o cardápio na sua mão. Gostei não! Nem demoramos e voltamos correndo. Terminamos a noite bem mais tranquilos, comendo sushi perto do hostel (aliás, a Cidade do México é uma ótima oportunidade de comer sushi por um preço bem mais acessível).

Dia 3: Plaza 3 Culturas, Basílica de Guadalupe e Pirâmides de Teotihuacán

Teotihuacan significa “terra onde os homens viram deuses”. É um sítio arqueológico a 40 km da Cidade do México e declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Para chegar lá, parece que tem como ir de metrô e ônibus, mas a gente preferiu investir no tour que saía do hostel, por ser um passeio longo e cansativo. A van saiu às 9h e fizemos quatro paradas em pontos turísticos da Cidade do México: Tlatelolco (ou Plaza de las Tres Culturas), Basílica de Guadalupe, um lugar para conhecermos a Agave,  planta mil e uma utilidades que faz o pulque e o mezcal e, por último, o sítio arqueológico de Teotihuacan.

Anote: tour para Teotihuacan: MXN 460 = R$ 73,60 por pessoa

Tlatelolco, nosso primeiro pit stop, era uma cidade asteca que depois foi incorporada a Tenochtitlan, a capital, e passou a funcionar como centro comercial. No passeio, vimos ruínas de templos, palácios, tudo destruído pelos espanhóis para a construção da praça e igreja de Santiago. Detalhe: eles usaram as pedras das construções astecas para levantar a igreja. O nome Plaza de las Tres Culturas, como hoje é conhecido o lugar, faz referência à cultura asteca, à colonial e à moderna, que vem dos prédios que ficam ao redor. Também ali aconteceu o massacre de Tlatelolco, quando, nos Jogos Olímpicos de 68, mais de 300 jovens foram executados pela polícia e pelo exército.

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Depois de mais ou menos uma hora por ali, continuamos o tour, agora com destino à famosa Basílica de Guadalupe, santa venerada pelos mexicanos. Era uma segunda-feira e a basílica estava bem cheia, o que faz jus à fama de ser um dos santuários católicos mais visitados do mundo. O engraçado é que o solo da região é macio e uma das igrejas (são 3 na vila) está tronxinha. O manto sagrado, onde está gravada a imagem da virgem, fica numa parede e, embaixo dela, há uma esteira rolante onde passam os fieis.

Dica: se quiser comprar alguma lembrancinha, compre na lojinha da própria igreja. Do lado de fora há ambulantes que exploram!

O caminho da Basílica até Teotihuacan é longo. Quando a gente vai se aproximando já vai vendo as pirâmides, que impressionam pelo tamanho. Mas antes de irmos ao sítio arqueológico, paramos num restaurante/centro de artesanato pertinho para conhecermos um pouco sobre a agave. Uma mexicana nos deu uma aula sobre a planta e suas milhares de utilidades. Mostrou como ela era usada na confecção de roupas, para a escrita e, claro, para a produção de bebidas bem típicas, como o pulque (ruim demais para o meu gosto) e o mezcal. Depois, como tinha que ser, teve a esperada degustação. 😉

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O almoço foi por lá mesmo, mas eu não gostei. Só tinha comida típica (que eu não consigo gostar) e era feia e fria. Mas não tinha escolha, então tinha que comer. Mesmo porque eu ia precisar de muita energia para aguentar o passeio às pirâmides…

Foram quatro horas embaixo de um sol de rachar para conhecer o sítio arqueológico. Primeiro, ficamos mais ou menos uma hora com o guia, que nos deu uma aula sobre a importância histórica do lugar, e depois ficamos livres para visitarmos tudo por conta própria. Há duas pirâmides, a do Sol e a da Lua, sendo a primeira a maior. Então, se era pra subir, que fosse logo nessa. Eu tinha certeza que não ia conseguir, mas tava todo mundo subindo, então eu me obriguei! E valeu o esforço. Quase morri, fiquei com a garganta seca, descansei várias vezes no meio do caminho, mas subi! êêêê! A vista é absurda e você fica viajando como é que uma civilização tão antiga foi capaz de construir algo tão grandioso. Ah, o detalhe mais incrível! As pirâmides foram erguidas em posições e seguindo as linhas das montanhas que cercam a região. É mesmo dos deuses!

Dica valiosíssima: vá com roupas bem leves, short e camisa regata, porque senão você não aguenta. Leve também um boné, protetor solar e muita, muita água. Lá dentro não vende nada! Eu não fiz isso e me lasquei, por isso sei da importância que essa dica tem!

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Na volta, estávamos mortos! Chegamos no finzinho da tarde na Cidade do México e comemos uma pizza e umas batatas apimentadas na Domino’s. Descansamos e saímos à noite para o bairro de La Condessa, um dos mais movimentados da cidade. Terminamos a noite em um pub irlandês bem legal, com música ao vivo. Por lá, comemos umas friturinhas deliciosas, mas que nos prejudicaram um pouco. Só que isso a gente só ia sentir no outro dia…

Dia 4: Chapultepec e Museu de Antropologia + Mal de Montezuma

A ideia para este dia era conhecer o Bosque de Chapultepec, um grande parque no meio da cidade que tem museus, lago com pedalinhos, zoológico e até um castelo. E é lá também que fica o museu mais importante do país e um dos melhores do mundo: o Museu Nacional de Antropologia.

Como seria um dia de caminhar bastante no parque, embaixo do sol quente, resolvi usar um short, mesmo sabendo que os mexicanos acham estranho. Mas eu não imaginei que fosse me sentir tão depravada! Parecia que eu estava só de biquini no metrô. Os homens olham descaradamente, comentam, as mulheres fofocam umas com as outras… e só pra deixar bem claro: não era nenhum shortinho “beira c*” não, viu?! Usar short na Cidade do México mesmo só sendo turista ou alguma menininha mais afoita que quer causar polêmica. Uó isso!

Anote: para chegar ao bosque desça na estação do metrô Chapultepec.

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Enfim… chegamos no parque, achamos tudo lindo, passamos na frente do Castelo de Chapultepec, mas resolvemos ir direto ao Museu Nacional de Antropologia, porque ele sempre está bem cheio e a gente queria ver tudo com calma.

Anote: entrada do museu, MXN 57 por pessoa = R$ 9,12)

Gente, é incrível demais, demais! São várias salas enormes e tudo é muito explicadinho e organizado. Você sente que está viajando na história do México, se coloca há milhares de anos, junto a todas as civilizações pré-hispânicas. É tudo grandioso, impressiona. A gente adorou! Com certeza é um passeio obrigatório. Diria até que o legal é conhecer logo nos primeiros dias de viagem, porque você já se depara com toda a história do país, o que ajuda a entender muito dos costumes e tradições que esbarramos a toda hora.

Dica: chegue cedo para não pegar filas e aproveitar ao máximo o museu. Você vai precisar de pelo menos uma manhã para conhecer tudo.

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O que não foi nada legal do passeio foi a dor de barriga que nos acometeu durante a visita. Pelo menos tudo era bem limpo e tinha banheiro a cada sala, o que nos salvou. Quando terminou, a gente já estava bem fraco. Ainda sentamos um pouco para descansar, mas eu mesmo comecei a ficar tonta e a ter cólicas nada legais. Voltamos correndo desesperados para o metrô, de volta para o hostel. Aí percebemos o quanto a lotação do metrô na Cidade do México é ruim. Foi a viagem mais longa das nossas vidas. Quando finalmente conseguimos chegar, a briga foi pelo banheiro. Aí o resto vocês já imaginam, não vale a pena contar esse tipo de imprevisto de viagem, né?! =P

Dia 4: Centro histórico: Zócalo, Catedral Metropolitana, Templo Mayor, Palácio Nacional

Depois do dia anterior praticamente perdido por conta da tal “Maldição de Montezuma”, conseguimos levantar, embora ainda fracos, e curtir mais um dia de viagem (à base de muita água, Gatorade e floratil). Como estávamos nesse estado, resolvemos dedicar a manhã para fazer os passeios do centro, que ficavam todos bem pertinho do hostel. Qualquer coisa a gente corria para lá…

O primeiro passeio foi à Catedral Metropolitana. Ela é bem bonita e vale dar uma entradinha para fotos. Não paga nada. Depois disso, fomos ali do lado, ao Templo Mayor. Esse é bem legal! A Cidade do México foi construída toda em cima da antiga Tenochtitlán e tudo destruído. Em 1978, uma pedra redonda foi achada, o que deu início às escavações. A partir daí, foram descobertas as ruínas de uma pirâmide dupla, onde eram realizadas importantes cerimônias religiosas. É bom ir no comecinho da manhã para ver os detalhes direitinho.

Anote: entrada no Templo Mayor: MXN 54 por pessoa = R$ 8,64.

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Outro ponto turístico da Cidade do México obrigatório que incluímos no nosso roteiro foi a visita ao grandioso Palácio Nacional. Este também tem entrada franca, só não esqueça de levar um documento com foto. É lá que ficam os famosos murais de Diego Rivera, lindos de se ver! Atrás também tem um jardinzinho bem legal, dá para descansar um pouquinho.

Depois do almoço, pegamos o metrô para a estação Balderas, que fica próxima ao Mercado de Artesanías de la Ciudadela, lugar que eu estava louca para conhecer – ADORO uma feira! Confesso que me decepcionei um pouquinho com os preços, pois li em vários lugares que lá era tudo muito mais barato, mas nem achei. No Mercado de Xochimilco, por exemplo, havia coisas com preços bem melhores. Mas enfim, de todo jeito é um mercado obrigatório para quem visita a cidade. É lá que tem a maior variedade de artesanato mexicano e você vai ficar looouca para levar tudo para casa.

Dica: leve dinheiro em espécie. Assim fica muito mais fácil conseguir preços mais baixos. E não esqueça: pechinche sempre! 😉

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Voltamos andando e jantamos na Casa dos Azulejos, um casarão lindo do século XVI onde funciona um restaurante bom – pena eu não ter acertado no pedido.

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Já de barriga cheia, resolvemos ir ao Palácio de BellasArtes, onde ficamos sabendo que teria uma apresentação do Balé Folclórico do México. Já era quase a hora do espetáculo, mas ainda tinha ingressos à venda. Não foi barato, mas a gente não podia perder a oportunidade de assistir a um show desses, ainda mais num lugar lindo como aquele. Sentamos láááá em cima, bem longe. Quando começou, senti meu corpo arrepiar a cada dança. Pense num dinheiro bem empregado! Eu amei muito, me apaixonei ainda mais por aquele país! Parecia uma criança batendo palmas e dando pulinhos na cadeira, vibrando com tantas colores.

Anote: ingresso para o Balé Folclórico do México: MXN 300 por pessoa = R$ 50

Voltamos já tarde para o hostel, as lojas e restaurantes já estavam todos fechados, mas ainda havia muita gente na rua. E muita segurança também! Definitivamente, passear na Cidade do México é uma delícia, seja qual for a hora (pelo menos ali no centro). Fui dormir feliz da vida!

Dia 5: Mercado Sonora e Insurgentes: mucha plata e vudu

Esse era o nosso último dia completo na Cidade do México, então já acordamos com um apertinho no coração e loucos para conhecer as últimas coisas que faltavam. Pegamos o Metrô até a estação Merced, onde fica o mercado mais importante do DF (segundo o guia), o de La Merced, e também o Sonora, onde se vendem artigos de bruxaria. Mas atenção! Não é nada turístico, então não espere organização e muita segurança. Aliás, assim que saímos da estação, um dos milhares de vendedores ambulantes nos aconselharam a ter cuidado com os pertences. É como um grande centrão da cidade, onde há muitos meninos que ficam esperando uma bobeira para dar o bote. Então, se quiser ir por aquelas bandas, cuidado! Eu não aconselho, mas nem é só por isso. Por lá não vimos muito artesanato, apenas bugigangas falsificadas.

A gente foi porque João queria muito comprar um instrumento percussivo usado pelos índios e que disseram que a gente só ia achar lá pelo Mercado Sonora. Dentro, o clima é mais tranquilo e exótico do que nos arredores. Lá há de tudo o que você imaginar para fazer rituais. Bichos mortos estavam pendurados nas paredes dos boxes, velas, bonecos de vudu, ervas e mais um bocado de coisa “estranha”. Compramos o tal instrumiento – com todo o portunhol que cabia no momento – e voltamos para a estação. De lá, pegamos o metrô para Insurgentes.

Essa estação fica na Zona Rosa, que a gente já tinha ido, mas onde tem também o Mercado Insurgentes, que dizem ser o melhor lugar para comprar prata na Cidade do México e eu tinha que dar uma passadinha por lá antes de voltar para casa. Vale a pena o passeio, mas avise logo ao seu acompanhante para ter paciência, porque são muuuitas lojinhas e você vai querer olhar tudo e pesquisar bastante antes de comprar.

Dica: na saída do mercado há um restaurante italiano gostoso, o Rafaello. Vale almoçar por lá! 😉

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Pegamos mais uma vez o metrô, agora até a estação Chapultepec, para passear no bosque. É lá que fica o Museu Nacional de Antropologia, que a gente já tinha visitado. Mas como nesse dia a maldição que Montezuma jogou na gente pegou, não tínhamos conseguido passear por lá. E a visita é obrigatória!

Era uma quinta-feira, mas parecia domingo de verão. LOTADO! Fiquei imaginando como deve ser o parque no fim de semana. Impossível de andar, só pode. Pense numa cidade para ter gente – e gente que gosta de passear! Fomos no zoológico, que é de graça, descansamos, tiramos fotos e até fizemos umas comprinhas nos vendedores ambulantes que tem por toda parte – sempre pechinchando, claro! Por lá também tem um lago com pedalinhos – adoro!

Anote: pedalinho: MXN 50 para duas pessoas.

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Voltamos para o hostel no comecinho da noite para deixar as malas já organizadinhas antes de sair para jantar, pois o nosso voo era cedinho no outro dia. A sexta prometia no nosso novo destino: Playa del Carmen.

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